Ficha de pesquisa
A
A efectuar até à aula de terça-feira, dia 22 de Janeiro de 2008
A1: A fábula:
Procure definir o papel da fábula na tradição clássica, e tente identificar as suas características principais.
de: http://www.sabermais.info/2007/04/21/fabula/
de: http://www.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/F/fabula2.htm
A2: A tragédia grega antiga
Tente definir por palavras suas quais são os ingredientes de uma boa tragédia à maneira de Aristóteles!
de: http://faroldasletras.no.sapo.pt/frei_luis_de_sousa.htm (“Definição de tragédia”)
A3: O mito de Prometeu
Quem foi Prometeu? Qual será a sua importância na literatura?
http://pt.wikipedia.org/wiki/Prometeu
http://www.geocities.com/Wellesley/Atrium/4886/prometeu.htm
A4: O mito de D. Pedro e Inês de Castro
Lembram-se da história de amor entre Inês de Castro e o príncipe D. Pedro? O que, em sua opinião, o torna invulgar?
Como é que Luís de Camões retomou o assunto n’Os Lusíadas?
http://estagioesdica.no.sapo.pt/estagio.htm
A5: “Os Lusíadas” em “As viagens na minha terra”
Leia a seguinte passagem do capítulo XXVI de “As viagens na minha terra” de Almeida Garrett e tente descrever a relação do autor com a obra de Luís de Camões.
Janeiro 19, 2008 ás 6:05 pm
A1
A fábula é um conto : em que encontramos presentes os elementos da narrativa, embora o “tempo” não seja bem definido; curto e com muitos diálogos; em que as personagens são animais; que transmite um ensinamento concretizado no fim da narrativa, através de uma moral.
As fábulas fazem parte da educação de muitas famílias uma vez que, criando um paralelo entre o mundo real e um imagiário, explicam um conceito abstracto (sentimentos/valores) de uma maneira simples, permitindo assim ás crianças (grupo destinatário) interiorizá-lo e aplicá-lo.
A3
Segundo a mitologia grega, Prometeu roubou o fogo do céu para o oferecer aos homens, entre outros conhecimentos que, anteriormente, só os deuses possuiam. Como vingança, Zeus prendeu-o a uma rocha,onde uma águia se dirigia todos os dias para lhe comer o fígado, que crescia de novo todas as noites.
Penso que a literatura se apoia em Prometeu e na sua lenda por várias razões.
Prometeu é uma entidade que, apesar dos males dos Homens, os defende continuamente, alegando a sua inteligência, por exemplo; Representa a rebeldia, a busca pelo conhecimento e a vontade de chegar mais além, o espírito de aventura e a independência de pensamento.
A4
O romance de Pedro e Inês é todo envolto em cortinas de mistério e secretismo. Para além disso é uma história que demonstra a simplicidade e eternidade de um amor que não era querido por ninguém e que se perpetuou, de facto, para além da morte. Para mim são estes os factores que tornam esta história tão popular.
N’Os Lusíadas, Luís de Camões imortaliza este episódio no Canto III.
A5
O excerto apresentado mostra-nos Os Lusíadas como um escape da realidade; um livro que nos dá a oportunidade de descansar ao lê-lo e, perante tão grandes descrições, que nos reporta para uma realidade nossa que nos abstrai dos duros trabalhos do mundo.
Janeiro 22, 2008 ás 12:16 am
Gostei muito das tuas respostas. Só em relação à primeira questão, A1, acho que não acertaste na fábula antiga, mas mais o que se entende por fábula a seguir de La Fontaine.
Frank
Janeiro 28, 2008 ás 8:51 pm
A1 – A fábula é um pequeno texto em verso que era usado na tradição clássica,e que tinha como objectivo usar a ficção e o imaginário para transmitir às pessoas conselhos morais ou valores.
A2- Segundo Aristóteles, uma boa tragédia era composta por uma linguagem ornamentada, teria uma certa extensão, sucitava terror e piedade,e a trama dos factos.
A3 – Prometeu era um Titã (filho de um deus e de um homem), que roubou fogo a Zeus e deu-o aos mortais. Zeus na sua ira, acorrenta-o a uma rocha e o seu fígado é dilacerado por um abutre dia-a-dia.
Prometeu foi importante na literatura devido à sua audácia ao roubar o fogo aos deuses e serve de símbolo à Humanidade em busca do conhecimento.
A4 – Na história de Pedro e Inês, o que torna invulgar é um casal que têm um amor secreto e proibido e que são capazes de se matar por esse amor independente das pessoas que serão afectadas com a morte deles.
Camões chega a referir este episódio da história portuguesa na sua obra d’”Os Lusíadas”.